Ditadura militar - A Batalha da Rua Maria Antonia:
Filosofia da USP versus Universidade Mackenzie
Escolas antagônicas travaram uma batalha na Rua Maria Antônia com paus, pedras, rojões, palavrões; coquetéis Molotov, ácido sulfúrico, revólver, carabina. Deu-se entre o prédio da Universidade Mackenzie e o da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da USP, Universidade de São Paulo, no centro da capital paulista.
Mackenzie abrigava grupos como o CCC, Comando de Caça aos Comunistas; e a Filosofia, a proscrita União Nacional dos Estudantes, UNE.
Quarta-feira, 2 de outubro de 1968, 10 e meia.
Mackenzistas atiram ovos em colegas que cobram pedágio para financiar ações contra a ditadura. Defrontam-se grupos a bater boca. A reitora do Mackenzie, Esther Figueiredo Ferraz, chama uma tropa de choque para “proteger o patrimônio da escola”.
Quinta-feira, 3 de outubro.
Mackenzistas arrancam faixas da Filosofia. Explodem rojões, bombas, tiros; vidraças estouram; voam pedras, paus, tijolos. Guardas protegem o Mackenzie, armados até de metralhadora. Luis Travassos e Edson Soares, presidente e vice da UNE, e José Dirceu, presidente da UEE, União Estadual dos Estudantes, comandam as ações da Filosofia.
Não é mais possível mantermos militarmente a Faculdade. Um colega nosso foi morto. Vamos às ruas denunciar o massacre. A polícia e o exército do [governador Abreu] Sodré que fiquem defendendo a fina flor dos fascistas.José Dirceu
Estudantes levam colega ferido. Na foto pequena acima, o atirador Osni Ricardo do CCC - Comando de Caça aos Comunistas
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