Mostrando postagens com marcador comunistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comunistas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Julio vive e morre – A prisao do guerrilheiro Celso Lungaretti


Júlio vive e morre
A prisão do guerrilheiro Celso Lungaretti

Em 1970 Celso Lungaretti, codinome Júlio, foi preso pela repressão militar. Além das bárbaras torturas que lhe deixaram surdo de um ouvido. Ainda teve que sobreviver durante anos sendo chamado de traidor pelos companheiros de Esquerda porque aceitou participar da encenação de um falso arrependimento na TV, armada pela ditadura militar como forma de propaganda contra a “subversão”. Depois de 40 anos ele conseguiu provar sua inocência. Abaixo o relato do dia em que ele foi preso. O dia que mudou sua vida para sempre.

16 DE ABRIL DE 1970
Júlio chega à praça Saens Peña às 6h38 do dia 16 de abril de 1970.
É uma fase de arbítrio e intolerância. Os partidos e organizações que ousaram pegar em armas para resistir à ditadura militar pagam um preço bem alto: as notícias de prisão e morte de militantes são praticamente diárias. Há indícios de melhora da situação econômica do País.
Ele veio de ônibus, calculando que daria tempo. Deu. O ponto com o Ivo e os dois simpatizantes está marcado para as 6h45.
Outro motivo para ter optado pelo ônibus é a certeza de que o coletivo estaria quase vazio nesse horário. Ótimo para quem precisa tomar cuidado com o revólver que traz na cintura, encoberto pela camisa folgada, que usa fora da calça.
Nesta manhã de quinta-feira Júlio não tem outros compromissos. Baterá um rápido papo com os simpatizantes que Ivo vai lhe passar e pronto! Estará livre para voltar ao quarto que aluga na casa de uma simpática velhinha do Rio Comprido (ótima cobertura, nada de fichas para preencher, nada que possa atrair atenções indesejáveis).
Para manter a fachada de vendedor, às vezes ele é obrigado a ficar matando tempo pela cidade mesmo quando não tem nenhuma tarefa da Organização para cumprir. Nesta semana, entretanto, ele disse à Dª Chica que ganhou alguns dias de folga.
Como os dois comandantes de unidades de combate foram convocados pelo Lamarca para uma reunião de emergência na área guerrilheira, não há muito para um comandante de Inteligência fazer.
Assim, Júlio tratou de arrumar uma desculpa para manter horários mais flexíveis. E, como vantagem adicional, pôde sair à paisana, sem o terno desconfortável para o clima carioca nem a pasta 007 em que costuma levar o seu .38 e uma caixa de balas.

Continue lendo no link:

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Pedro Lobo: militar, guerrilheiro, militar


Pedro Lobo 
militar, guerrilheiro, militar

Conheça a trajetória do companheiro de organização de Dilma Rousseff que ousou enfrentar à bala os militares durante os Anos de Chumbo. A história completa você encontra no livro Pedro e os Lobos

VIDA LOUCA ESTA DE PEDRO LOBO
Pedro Lobo de Oliveira nasce em 28 de julho de 1931 no bairro de Favorita, município de Natividade da Serra. Para fugir da miséria que assola a região, no início dos anos 50 ele abandona seu torrão natal em busca de um eldorado chamado Mato Grosso. No caminho, quase se torna escravo branco em uma plantação de bananas, trabalha como servente de pedreiro, metalúrgico, e acaba engajado na Força Pública, hoje Polícia Militar.
Contagiado pela luta ideológica que divide o mundo durante a Guerra Fria, o então sargento Lobo se converte ao socialismo e passa a militar no Partidão de Luís Carlos Prestes. Considerando-se um operário fardado — cuja ferramenta de trabalho é um fuzil —, ele adere à tese da luta armada e vai às últimas consequências quando ajuda a fundar uma das mais ativas organizações guerrilheiras que atuam no país durante os Anos de Chumbo.
Companheiro do lendário Capitão Carlos Lamarca e seguidor ardoroso das teorias foquistas de Ernesto Che Guevara, Pedro se converte em Getúlio ou Gegê, para mergulhar de cabeça na luta contra a ditadura implantada a ferro e fogo em março de 1964.
Odiado pelos militares por sua obstinação e bravura, o militante da Vanguarda Popular Revolucionária é preso e massacrado nos cárceres da repressão política. Solto durante as negociações pela libertação de um embaixador sequestrado, ele passará pela Argélia, Cuba, Chile e Argentina, antes de se fixar na Alemanha Oriental, do outro lado do que o Ocidente convencionou chamar de A Cortina de Ferro.
Sobrevivente de uma guerra sem regras, Pedro volta ao Brasil com a anistia e é reintegrado à Polícia Militar como se sua vida encerrasse um caprichoso ciclo. Hoje capitão, ele se mantém a postos para retomar a luta de resistência caso a  democracia seja novamente ameaçada.

Continue lendo no link:

A chegada de um trem na Rússia: “-É ele, é Lênin!”


A chegada de um trem na Rússia:
“-É ele, é Lênin!”

A chegada de um trem na Rússia
Justamente para as primeiras festas da Páscoa revolucionária, o governo provisório anuncia distribuições excepcionais de manteiga, farinha e leite nas grandes cidades. A multidão, que já se comprime nas igrejas, poderá festejar em regime republicano a ressurreição de Cristo com gigantescos ovos vermelhos. Precisamente naquele dia, um trem chega ao anoitecer à estação da Finlândia. Na Rússia, é um costume bem arraigado acompanhar os amigos até a estação, bem como lá ir receba-los; mas para Lênin, que acaba de atravessar a Alemanha, seus partidários desconhecidos, que se multiplicam de hora em hora, fizeram as coisas direito. Como as fábricas estão fechadas para as festas, os operários convocados estão presentes, e, pela primeira vez, as célebres tripulações da frota do Báltico, vindas de Kronstadt. Dispuseram-se na plataforma auriflamas e rosas em profusão, O presidente do Comitê Executivo do Soviete da capital, Tchekheidze, espera em pessoa, de péssimo humor, após ter atravessado a praça por entre uma imensa multidão.

Continue lendo no link:

Malditos comunistas! Por José Roberto Torero


Malditos comunistas!
Por José Roberto Torero

Cuba no Pan

Em Cuba, se você tiver aptidão para o esporte, vai poder se desenvolver com total apoio do estado. Pô, assim não vale! Do jeito que eles fazem, com escolas para todos, professores especializados e centros de excelência gratuitos, é moleza. Quero ver é fazer que nem a gente, no improviso. Aí, duvido que eles ganhem de nós. Duvido!

Acabaram os jogos Pan-Americanos e mais uma vez ficamos atrás de Cuba.
Mais uma vez!
Isso não está certo. Este paiseco tem apenas 11 milhões de habitantes e o nosso tem 192 milhões. Só a Grande São Paulo já tem mais gente que aquela ilhota.
Quanto à renda per capita, também ganhamos fácil. A deles foi de reles 4,1 mil dólares em 2006. A nossa: 10,2 mil dólares.
Pô, se possuímos 17 vezes mais gente do que eles e nossa renda per capita é quase 2,5 vezes maior, temos que ganhar 40 vezes mais medalhas que aqueles comunas.
Mas neste Pan eles ganharam 58 ouros e nós, apenas 48.
Alguma coisa está errada. Como eles podem ganhar do Brasil, o gigante da América do Sul, a sétima maior economia do mundo?
Já sei! É tudo para fazer propaganda comunista.
A prova é que, em 1959, ano da revolução, Cuba ficou apenas em oitavo lugar no Pan de Chicago. Doze anos depois, no Pan de Cáli, já estava em segundo lugar. Daí em diante, nunca caiu para terceiro. Nos jogos de Havana, em 1991, conseguiu até ficar em primeiro lugar, ganhando dos EUA por 140 a 130 medalhas de ouro.
Sim, é para fazer propaganda do comunismo que os cubanos se esforçam tanto no esporte. E também na saúde (eles têm um médico para cada 169 habitantes, enquanto o Brasil tem um para cada 600) e na educação (a taxa de alfabetização deles é de 99,8%). Além disso, o Índice de Desenvolvimento Humano de Cuba é 0,863, enquanto o nosso é 0,813.

Continue lendo no link:

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A PRIMEIRA REVISTA EM QUADRINHOS SOVIÉTICA: UM POUCO DE HISTÓRIA


A PRIMEIRA REVISTA EM QUADRINHOS SOVIÉTICA: UM POUCO DE HISTÓRIA


Em 2011 está completando 55 da mais popular revista em quadrinhos para crianças da URSS: "Vsyolye Kartinki" ou, literalmente, "figuras divertidas". Esta foi a primeira HD da União Soviética e era de enorme popularidade no país. Para comemorar o evento, a Tretyakovskaya Galeria está realizando uma exposição com os melhores desenhos da coleção, que começou a ser publicada em 1956, durante o "degelo" promovido por Nikita Khruschov, junto com os jornais "Novo Mundo" (Novy Mir) e "Ciência e Vida"(Naúka i Jizni").
 A revista "viveu" até o ano 2000, com uma tiragem total de cerca de 5 bilhões de cópias, com mais de 3 milhões de contos, fazendo a alegria de muitas gerações soviéticas. 

Continue lendo no link:

Lamarca: o guerrilheiro apaixonado


Lamarca:
o guerrilheiro apaixonado

Carlos Lamarca e Iara Iavelberg

guerrilheiro apaixonado
Por Hugo Studart
 
As cartas escritas pelo capitão Carlos Lamarca à sua amada Iara Lavelberg dias antes das trágicas mortes de ambos, em 1971, revelam o lado passional de revolucionário implacável.
 
Iara Iavelberg tinha o rosto lindo, a cabeça brilhante e o coração revolucionário. Era a musa da esquerda brasileira em 1969, quando um capitão do Exército, Carlos Lamarca, desertou de armas em punho para se tornar comandante da Vanguarda Popular Revolucionária, a VPR. Logo tombaria de encantos por Iara. A paixão do capitão pela guerrilheira virou lenda entre a intelectualidade pátria, nossa melhor versão de Tristão & Isolda ou de Garibaldi & Anita. Há 35 anos ambos, Lamarca & Iara, morreram nas mãos dos militares. Caíram na Bahia, em locais e datas distintas. O que poucos sabem é que Lamarca deixou um diário como legado, redigido durante seu exílio na caatinga baiana. São 39 trechos, redigidos entre 8 de julho e 16 de agosto de 1971 (um por dia), endereçados a Iara e obtidos por ISTOÉ através de um oficial de alta patente. O diário é um documento singular. Os textos se parecem muito mais com uma longa lírica romântica do que com registros racionais de um revolucionário. Guardam impressionante paralelo com as cartas da revolucionária alemã Rosa Luxemburgo a Leo Jogiches, onde ela discute a revolução, mas dedica-se principalmente a falar do amor colossal que sente pelo amante. Nas cartas de Lamarca, como nas de Rosa, há trechos marxistas, mas os pontos fortes desse documento são as declarações de amor que revelam o imaginário do nosso mais conhecido guerrilheiro:
 
– Neguinha, a fôrça da coletivização é espantosa, fico a imaginar uma fazenda coletiva – e me babo só de pensar! (A grafia original foi mantida)


Continue lendo no link:

domingo, 9 de outubro de 2011

Guerrilha no Brasil: O Sequestro do Embaixador Suíço


Guerrilha no Brasil
O Sequestro do Embaixador Suíço
 
Carlos Lamarca e o embaixador Giovanni Enrico Bucher

Na História do Brasil existem acontecimentos surpreendentes, mas infelizmente pouco conhecidos do grande público. Um deles é o sequestro do Embaixador Suíço, que foi trocado por 70 prisioneiros que estavam sendo torturados nos porões da ditadura militar. Esta ação foi liderada por Carlos Lamarca da VPR – Vanguarda Popular Revolucionária. Durante 40 dias angustiantes os guerrilheiros mantiveram o embaixador Giovanni Enrico Bucher em cativeiro, aguardando a resposta dos militares. Dentro do “aparelho” clandestino também estavam a mulher de Lamarca: Yara Iavelberg e Alfredo Sirkis. É ele quem narra essa emocionante história no livro Os Carbonários.

O GRANDE ENGARRAFAMENTO
Guerrilha no Brasil - O sequestro do embaixador suíço
Curiosos e policiais olham o local do sequestro

Surgiram no espelho às 9,15 hs., em ponto.
Abri a porta do Volks bege para os três que chegaram a passo apressado, vindos do outro lado do muro. A rua do transbordo era serpenteada  de paralelepípedos, uma das curvas à volta de um muro fortificado,
O fuscão turqueza, que instantes antes os deixara do outro lado dessa curva, passou apressado ladeira acima. Nisso Ivan já segurava 1 porta e fazia sinal pro embaixador entrar. Paulista mão no Smith & Wesson, dava a cobertura.
Me deparei com ele, de terno e gravata, rosto carnudo, avermelhado, um nariz grosso, robusto jeitão europeu bem nutrido. Um par de olhos assustados.
— You will be well treated. (Você vai ser bem tratado.)
Assumi de novo minhas funções de intérprete oficial da VPR.


Continue lendo no link:

domingo, 2 de outubro de 2011

Jornalista da Globo diz (sem querer) que emissora ajudou os terroristas do Riocentro


Jornalista da Globo diz (sem querer) que emissora ajudou os terroristas do Riocentro

inspetor clouseau

Inspetor clouseau (da Pantera Cor-de-rosa) e Merval: A aparência e a burrice são meras coincidências

Reproduzo abaixo texto do Blog os amigos do presidente Lula com a denúncia de que a Globo acobertou os militares terroristas que tentaram explodir uma bomba no show do Riocentro em 1981. O objetivo era culpar a Esquerda Armada (já extinta) e evitar o fim da ditadura militar e a redemocratização do Brasil. Mais detalhes sobre o atentado você pode ver nesse post: [Entenda o que foi o atentado do Riocentro]. Em seu discurso na ABL o jornalista Merval Pereira provou mais uma vez que a burrice é imortal e acabou confessando que a Globo esperou o crime prescrever para somente depois dizer os nomes dos envolvidos no atentado.

 


Merval confessa que Globo só publicou a verdade do Riocentro quando o crime prescreveu

Dezoito anos depois, em 1999, 
O GLOBO deu outro "furo"... 
O crime prescrevera...
Merval Pereira, 23/09/2011

A impunidade é a mãe da corrupção. Com a impunidade, o crime compensa para quem é corrupto. Uma das estratégias mais comuns dos corruptos para "conquistar" a impunidade é deixar o tempo correr até a prescrição do crime.


Continue lendo no link:

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ditadura Militar: Prisão de estudantes no congresso secreto da UNE em Ibiúna


Ditadura Militar: Prisão de estudantes no congresso secreto da UNE em Ibiúna

Ditadura militar - prisão de estudantes no congresso da UNE

O CONGRESSO DA UNE EM IBIÚNA
por Nelson Piletti

Meados de outubro de 1968. Apesar de proibida de funcionar pela ditadura militar, que mandara incendiar sua sede no Rio de Janeiro, logo após o golpe de 1º. de abril de 1964, a União Nacional dos Estudantes(UNE) realiza o XXX Congresso num sítio do Bairro dos Alves, a uns vinte quilômetros do centro de Ibiúna pela estrada de São Sebastião.
O local é de difícil acesso. Juntamente com dois colegas, representando os universitários de Caxias do Sul, cheguei em São Paulo na manhã de terça-feira, viajei para o encontro marcado numa praça de Sorocaba, voltei para São Paulo, instalando-me num alojamento da USP, onde fiquei até a noite de quarta-feira, participando de reuniões e manifestações contra a ditadura, sob a constante ameaça da polícia e do exército, que depois acaba acontecendo.
Na noite de quarta-feira, assim como nas noites anteriores, carros particulares conduziam estudantes até uma certa altura da Rodovia Raposo Tavares.
De lá, na carroceria de caminhões, fomos até o Bairro dos Alves, percorrendo a pé os últimos quilômetros até o sítio do Congresso, onde chegamos na quinta pela manhã.
As instalações eram extremamente precárias: um acampamento de lona para as assembléias, um galpão onde uns poucos podiam dormir em sistema de revezamento – a maioria dormia no local das assembléias onde não se podia entrar sem tirar os calçados, já que chovia muito, o barro era abundante e o chão também havia sido revestido com lona – um chiqueirão desativado que servia de cozinha.
E lá estávamos cerca de mil estudantes de todo o Brasil – algumas delegações, duas ou três, nem conseguiram chegar – sem a mínima infra-estrutura de alimentação, alojamento, higiene.
No sábado, finalmente, após um difícil e prolongado processo de credenciamento, o Congresso teria início. Mas, quando acordamos, por volta das sete horas, vimo-nos cercados por mais de 250 policiais fortemente armados, dando tiros para o alto.

Continue lendo no link:

domingo, 11 de setembro de 2011

Por que os bons morrem?


Por que os bons morrem?
filme - Lamarca: Capitão das Guerrilhasfilme Pra Frente Brasil
Por que os bons morrem? Era essa a pergunta que ficava na minha mente de criança e de adolescente quando assisti dois filmes brasileiros: Pra Frente Brasil Lamarca: O Capitão das Guerrilhas.
cena do filme Pra Frente Brasil
Cena do Filme Pra Frente Brasil
No primeiro filme o personagem principal é interpretado pelo ator Reginaldo Faria. Ele não era guerrilheiro, mas foi preso e torturado, sendo acusado de pertencer a algum grupo da Esquerda Armada. Após sofrer diversas torturas nas prisões da OBAN – Operação Bandeirantes, centro de torturas financiado por empresários de São Paulo, o homem no final do filme não agüenta mais o sofrimento e morre, como tantas pessoas que viveram aquela barbárie, aquele tempo onde um cidadão poderia ser preso e condenado a morte sem provas nem julgamento.


Continue lendo no link:

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Revista Soviética SPUTNIK - O Mausoléu de Lênin

Revista Soviética SPUTNIK

O Mausoléu de Lênin

Revista soviética, União Soviética, URSS, comunismo, COMUNISTAS, Revolução Russa, Lenin, socialismo, países comunistas, Rússia, Trotsky, Stalin,

Reproduzo hoje três artigos da revista soviética Sputnik de 1º de Janeiro de 1968: O Mausoléu de Lênin, Por que você quer um ano novo? e O Ameaçador e Glorioso Ártico

O MAUSOLÉU DE LÊNIN

Depois da morte de Lênin em 21 de janeiro de 1924, Foi decidido imortalizar sua memória e construir um mausoléu na Praça Vermelha.

Revista Soviética - Mausoléu de Lênin

A troca da guarda do Mausoléu. Em segundo plano a Spassky Tower do Kremlin – Os sinos do relógio, como no Big Ben, são transmitidos ao longo da União Soviética.O Mausoléu foi projetado pelo arquiteto Alexei Shchusev em princípios construtivistas, difundido nos anos 20 e 30, ainda combinava bem com a arquitetura da velha praça – as elegantes linhas da Catedral de São Basílio e das torres do Kremlin.


Continue lendo no link:

http://www.comunistas.spruz.com/pt/Revista-Sovietica-SPUTNIK--O-Mausoleu-de-Lenin/blog.htm

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Guerrilha no Brasil - Fusca modelo peneira


Guerrilha no Brasil - Fusca modelo peneira

guerrilha no Brasil - Carlos Eugênio Paz

Reproduzo hoje mais uma parte do livro Viagem à luta armada de Carlos Eugênio Paz: último comandante da ALN vivo. Nesse trecho ele relembra um de seus conflitos com a repressão. Através de suas memórias, podemos conhecer um pouco das histórias de luta desses brasileiros, que arriscaram suas vidas para tornar nosso país um lugar mais justo.

COM DIOGO morrem as possibilidades de lançamento imediato da guerrilha rural. Atônitos, recomeçamos a reunião, com a nova realidade a enfrentar, precisamos traçar novas diretrizes e assumir o comando da Organização. Aqui, a experiência de Tato mostra-se de grande valia.

— Temos que imprimir um documento dirigido à nação e espalhá-lo pelas ruas aproveitando a Campanha do Voto Nulo. Um documento interno deve conclamar os militantes a cerrarem fileiras em torno da Coordenação Nacional para que possamos, no mais breve tempo, retomar os planos de levar a luta ao campo. Devemos realizar ações para levantar o moral, mas não há mais sentido em desencadear a Quinzena Fabiano. Cada um de nós deve sair daqui com a firme convicção da necessidade de prosseguir a luta até que libertemos nosso povo da opressão. Se alguém não quiser assumir essas responsabilidades tem a obrigação de falar agora, outros podem realizar suas tarefas, diante do quadro, não seria vergonha um recuo. Vamos contatar as organizações da Frente e declarar nossas intenções de continuar a trabalhar no mesmo espírito de colaboração implantado por Diogo. Estando todos de acordo, nos resta seguir em frente, o trabalho será longo e penoso, e nós, como Coordenação Nacional, devemos dar o exemplo e demonstrar confiança em nossos propósitos. Não é hora de chorar nossos mortos, e sim de honrá-los.

Arregaçamos as mangas e começamos a reconstruir nossos esquemas. Continuo no comando militar de São Paulo, ajudado por Altino, Hélio volta ao Rio, Tato sai em busca de recontatar nossos esquemas na Área Estratégica Mário desaparece logo depois de sair do aparelho, deixando de cobrir os pontos com a Organização, sem dar nenhuma notícia. Não sabemos se caiu ou se fugiu do país, eu e Marcelaabandonamos nosso apartamento e, enquanto procuramos alugar uma casa, dormimos em lugares inusitados, arriscando nossas vidas. Ora pegamos um ônibus até Aparecida do Norte, cidade de romeiros, acostumada a receber todo tipo de gente, o que nos dá certa tranqüilidade, ora dormimos no trem noturno até Bauru, onde descemos e pegamos outro de volta, dormindo mais algumas horas.

Hugo e Seishi nos oferecem solidariedade, mas nossa estrutura na cidade está incólume, o traidor não conseguiu penetrá-la. Resolvo começar a Campanha o mais rapidamente possível, temos que mostrar nossa disposição de luta. Saio às ruas para panfletar com Marcela e Seishi.

Eu ao volante com minhas armas pessoais e a indefectível metralhadora no freio de mão, Seishi no banco do carona, com outra matraca, Marcela atrás, pistola e revólver.

Vila Prudente, favela, passamos pela rua que a ladeia, paramos em cada viela de acesso, distribuímos o material e seguimos em frente. Já estivemos em três bairros sem problemas. Terminados os panfletos, acelero, precisamos sair da área. Algumas centenas de metros mais à frente, um caminhão manobra bloqueando a rua. Diminuo a velocidade e paro o carro controlando os retrovisores. Um táxi VW 1600 vem em nossa direção com os faróis acesos e as duas portas traseiras abertas. Sinal de perigo, dou o alarme.

— Polícia...

Meu faro instantâneo salva vidas, O táxi nos ultrapassa pelo meu lado e freia nos fechando em diagonal. No momento em que nos abaixamos, balas espatifam o pára-brisa e zunem acima de nossas cabeças. O cheiro acre me desperta para o combate. Abro minha porta para servir de escudo, disparo pela janela o primeiro pente de pistola, recarrego, recomeço os disparos e grito:

— Sai com a matraca, Seishi, dou cobertura...


Continue lendo no link:

http://www.comunistas.spruz.com/pt/Guerrilha-no-Brasil---fusca-modelo-peneira/blog.htm

domingo, 7 de agosto de 2011

Ex-guerrilheiro Celso Lungaretti resgata a sua honra

Ex-guerrilheiro Celso Lungaretti resgata a sua honra

Celso Lungaretti - Náufrago da Utopia

Celso Lungaretti e seu livro Náufrago da Utopia: vencer ou morrer na guerrilha aos 18 anos


Reproduzo hoje artigo do Jornal O Rebate que traz uma entrevista com o ex-guerrilheiro da VPR, Celso Lungaretti. Depois de ser acusado por mais de 30 anos de ter sido o traidor da guerrilha ele finalmente conseguiu provar sua inocência.

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE CELSO LUNGARETTI

“Hoje, tenho certeza de que meus descendentes não se envergonharão de mim.”

Celso Lungaretti

Injustiçado por mais de 34 anos o ex-guerrilheiro Celso Lungaretti, conseguiu provar a sua inocência no final de 2004, com o lançamento do livro Náufrago da Utopia.

A história de Celso se confunde com a história de muitos guerrilheiros injustiçados pela esquerda armada dos anos 60/70. Podemos citar entre eles Paulo de Tarso Venceslau, Wellington Moreira Diniz e Cláudio Torres. O certo é que poucos militantes foram tão injustiçados como ele, que hoje nos concede essa entrevista à fim de esclarecer alguns fatos ainda obscuros por tantos anos e que vieram a tona com o lançamento desse livro.

Celso Lungaretti é paulistano, nascido em 06/10/1950, filho único de Reynaldo Lungaretti (contra-mestre de fiação e tecelagem) e Mafalda Vannucci Lungaretti (dona-de-casa). O seu livro foi lançado pela Geração Editorial, do Luiz Fernando Emediato, em 10/11/2005.

Em mais e 14 páginas de entrevista concedida a mim, ele fala sobre a sua militância no movimento estudantil no ano de 1968, como começou a se interessar pela guerrilha, como foi seu recrutamento na VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), fala sobre as falsas acusações feitas por ex-companheiros de militância, e fala sobre sua reabilitação. A entrevista é longa, porém, extremamente esclarecedora, e pedimos aos amigos leitores, que a leiam com muita atenção, para que não haja dúvida alguma sobre o assunto.

Ele foi acusado por Lamarca e pela VPR, de ter sido o delator da área de treinamento de guerrilha no Vale do Ribeira, e por conta dessas falsas acusações ele ficou de fora da lista de militantes a serem trocados peloembaixador alemão que foi seqüestrado em julho de 1970. Isso gerou na repressão uma grande repulsa por ele que ficou por vários meses incomunicável e sendo torturado, ainda com o peso nas costas da morte de Eremias Delizoicov (Eremias tinha 18 anos e foi morto com 35 tiros) e do bancário Roberto Macarini (este era bancário e simpatizante da VPR).

Agora, se vocês quiserem saber algo além do que ele disse aqui adquiram o seu livro, que contem uma riqueza muito maior de detalhes, sobre toda sua militância e vocês terão uma idéia também de como foi o sofrimento desse homem, suas tristezas, sua vida na clandestinidade, sua prisão, sua tortura, o desprezo dos companheiros que ainda hoje insistem em execrá-lo por algo que ele não cometeu.

Ciro Campelo - Celso, você era bem novo quando começou a militar no movimento estudantil. Com que idade você começou a militar, e o que te levou a ter essa consciência de militar no ME?

Celso Lungaretti:Eu tinha 16 anos e cursava o 2º ano do Científico de Engenharia numa escola da Mooca. Eu era muito tímido, e não ficava muito à vontade com as garotas do bairro, quase todas fãs da Jovem Guarda e dos Beatles, que eu detestava. O lugar dos meninos conhecerem as meninas eram os bailinhos, e eu era meio travado para dançar. Então, como qualquer adolescente, tinha muita vontade de chegar nas garotas, mas a falta de jeito me tolhia.

Ao mesmo tempo, lia livros de autores sérios como Dostoievski, Kafka, Camus, Sartre e Carlos Heitor Cony. Já começava a ver filmes de arte, como os do Godard e do Glauber Rocha.O Eremias, colega de escola desde criança, apresentou-me um dia a Maria das Graças, que estava na classe dele (começamos juntos, mas ele repetiu dois anos e foi ficando para trás, então estava na 4ª série ginasial). Ela era filha de um militante do PCB que teve de fugir da Bahia para São Paulo, ela estava mesmo é querendo formar uma base no nosso colégio, o MMDC.


Continue lendo no link:

http://www.comunistas.spruz.com/pt/Ex-guerrilheiro-Celso-Lungaretti-resgata-a-sua-honra/blog.htm

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Martirio do guerrilheiro Eduardo Colem Leite, o Bacuri

O Martírio do Guerrilheiro
Eduardo Colem Leite, o Bacuri
Bacuri (codinome Rafael) era um dos guerrilheiros mais “façanhudos”, chegando inclusive à passar por um barreira policial abrindo caminho à bala. Foi um dos militantes que participaram do sequestro do embaixador alemão. Sua morte na tortura foi uma das mais cruéis e se tornou símbolo do terror da repressão militar. Nesse trecho do livro Viagem à Luta ArmadaCarlos Eugênio Paz conta como Bacuri, através de telefonemas ameaçadores para o DOICODI, conseguiu libertar sua mulher Letícia, que estava grávida. Que as novas gerações conheçam a história de Eduardo Colem Leite, o Bacuri.
AS TAREFAS de implantar Altino, preparar a Quinzena e conseguir dinheiro caminham a contento, mas recebemos um golpe irreparável, a queda de Rafael no Rio de Janeiro. Um capitão do serviço secreto do Exército, infiltrado na FL (Frente de Libertação Nacional), pequena organização dirigida pelo ex-major Cerqueira, entrega nosso combatente, durante levantamento do embaixador inglês, à equipe de busca e tortura do deIegado do DOPS-SP, responsável pelo assassinato de Fabiano. Começa o martírio de um militante inestimável e nossi luta desesperada para salvá-lo das garras de seus algozes.

Por que tudo aconteceu com Rafael? Penso nisso do meu túnel, minhas seringas, meus espelhos e meus sonhos, Às vezes julgo encontrar a resposta, de repente as imagens se obscurecem e a certeza se esvai. Rafael era um grande quadro de ação e sabemos o tratamento que eles recebiam nas mãos dos torturadores, mas o caso dele foi ímpar, pelos requintes de crueldade. Torturado semanas a fio, com algumas pausas para recuperar as forças e voltar ao sofrimento, até a morte. Não abriu pontos, mas continuou a apanhar como se ainda pudesse fazê-lo. Não conhecia aparelhos, mas os choques não paravam. A Organização sabia de sua prisão, mas o famigerado delegado disputava Rafael com o DOl-CODI, se aliando ao CENIMAR, escondendo-o em delegacias do subúrbio de São Paulo, somente para ter o prazer de comandar sua destruição. Podiam ter matado Rafael na rua, estava desarmado graças a um ardil do traidor, mas fizeram questão de prendê-lo vivo. As informações que tinha se tornaram obsoletas e seguiam torturando-o como se disso dependesse o fim da luta armada no Brasil. Já falei de seu olhar e de seu sorriso, mas é dificil descrever a luminosidade que transmitia sua presença. Sua dedicação era emocionante, não perdia tempo, agia e pensava os destinos da luta, incentivando os companheiros a fazerem o mesmo. Estive presente em dois momentos terríveis de sua vida: a morte trágica de Alberto e a prisão de Letícia, sua companheira, grávida de poucos meses.

EU E MARCELA vivemos em um quarto isolado na casa de Rafael, onde morreu Alberto, reservado para futuros seqüestros e situações de emergência, enquanto procuramos um imóvel adequado para montar um aparelho. Uma tarde, voltamos de olhos fechados para não conhecermos a localização, quando Rafael, nervoso, ordena: - Abram os olhos, deu merda.
Engatilho a matraca, pronto para o combate, e olho na direção que meu companheiro aponta. Letícia está sendo presa e não podemos fazer nada, são muitos, os homens do DOl-CODI, morreríamos todos.
— Filhos-da-puta, prenderam Letícia e ela está grávida, vão matá-la e ao bebê para saber onde estou. Vou ligar para o vizinho tentando um contato, talvez sabendo que estou informado da queda ela tenha uma chance. Vamos sair da área, está muito perigoso por aqui.
Rodamos até uma padaria tranqüila nas cercanias do Ibirapuera, pedimos cafés e ocupamos o telefone, costas guardadas por Marcela. Rafael liga para o vizinho e pede que chame Letícia, eles impedem o contato. Resolvemos telefonar para o comandante do II Exército, ele não atende, Rafael fala com o ajudante-de-ordens, um tenente-coronel.
— Aqui é Rafael, guerrilheiro da ALN. O DOl-CODI acabou de prender minha mulher e vão torturá-la para me entregar. Não há necessidade disso, assistimos a sua prisão, não tem mais informações a dar. Seu comandante responde pela vida dela e a do bebê e, se algo acontecer, não descansaremos enquanto não matá-lo. Transmita a mensagem imediatamente, senão será você o responsável. Volto a chamar para saber o que o general decidiu.

Continue lendo no link:

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A História das FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia

A História das FARC

Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia

FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia

A guerrilha da Colômbia não é a única guerrilha ainda existente na América Latina. Além dela há a guerrilha zapatista no México e a do Sendero Luminoso no Peru. Mas as FARC é com certeza a mais polêmica. Até o presidente venezuelano Hugo Chávez, considerado por muitos um radical, disse que a guerrilha das FARC perdeu sua razão de ser, ou seja, não há mais lugar para esse tipo de luta. Mas alguns argumentam que os guerrilheiros apenas se defendem do terrorismo de Estado do governo Liberal-fascista colombiano, pois no passado as FARC formavam um partido político que foi dizimado pelos conservadores. O fato é que essa guerra civil continua fazendo centenas de vítimas, todos os anos, em nosso país vizinho. Qual a sua opinião sobre este conflito? Para enriquecer o debate reproduzo artigo da Revista Marxista Mouro e alguns vídeos sobre o assunto.

Notas sobre a origem das FARC-EP

Ana Carolina Ramos e Silva

Mestranda em Sociologia pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal de Goiás (UFG)

A história colombiana apresenta um grau de dramaticidade tão intenso que seus historiadores classificam seus períodos como etapas da Violência – com “v” maiúsculo. Este artigo visa tão somente dar uma idéia geral do significado dessa violência pelo ponto de vista daqueles que a testemunharam.

O foco central é o de explicar a origem do principal movimento guerrilheiro do país – as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) – cuja fundação foi no ano de 1966, assim como traçar um breve panorama dos principais movimentos de esquerda que lhe foram contemporâneos. Para isso é feita uma retrospectiva dos processos originários da luta armada a partir da década de 1930.difícil saber a origem da formação do militante de esquerda. Os estudos teóricos quase sempre vêm depois de uma formação cultural pontuada por princípios éticos e conceitos filosóficos adquiridos ainda na infância por meio de exemplos familiares ou referências históricas que marcaram os sentimentos de solidariedade humana e respeito pela vida, cultivados familiarmente.

A luta armada na Colômbia originou-se como uma resposta vinda dos próprios camponeses diante dos resultados de um árduo processo de lutas. Seus antecedentes estão na década de 1930, época em que o Partido Liberal (PL) chegou ao poder e por meio de reformas conseguiu conter o movimento das ligas camponesas que pressionavam pela reforma agrária contra a grande propriedade e foram lideradas por Gaitán1 e pelo Partido Comunista Colombiano (PCC).2 Tais reivindicações foram parcialmente atendidas durante governo liberal, denominado Revolução em Marcha, de Alfonso López Pumarejo. Em seu mandato promulgou-se a Lei de Terras (Lei 200 de 1936).3 No entanto essa concessão institucional foi abandonada pela promulgação da Lei 100 de 19444 que revogou os estatutos reformistas de 1936 no que tange à questão agrária, retornando os embates entre camponeses e latifundiários; liberais e conservadores. Para se ter uma idéia do grau de rivalidade entre liberais e conservadores nesta época, veja-se a afirmação a seguir:

O Partido Conservador aliado à Igreja e em ação com grupos abertamente fascistas semeou na população o espírito sectário através de um sistemático apontamento aos liberais como ateus e comunistas, e em uma suposta defesa dos valores cristãos foram construindo o ódio que irrigaria com sangue a história da violência dos anos seguintes. Na medida em que as contradições entre os partidos cresciam, os discursos e as práticas políticas se faziam mais violentos: começou com ameaça verbal e foram se instituindo formas de organização encarregadas de agenciar atos de violência contra a população liberal em uma espiral que logo se fez incontrolável.

No Partido Conservador foram se constituindo grupos de choque como os denominados ‘Centros de Ação Conservadora’ que à maneira dos cruzados enfrentavam os liberais através de mecanismos violentos. Agruparam-se intelectuais conservadores que se constituíram no que se conheceu como o grupo ‘Os Leopardos’, que assumiram a plenitude da defesa do pensamento da extrema direita, expressaram suas simpatias pelo fascismo de Mussolini e Hitler e desenvolveram em praça pública, na imprensa e no Parlamento uma furiosa oposição ao liberalismo (GALLEGO, 2008, p.29, tradução própria).

Em 1946 o Partido Conservador ganhou as eleições colombianas e em 1948 esses embates assumiram feições dramáticas. Ao final do último mandato liberal de Carlos Lleras Camargo, o PL encontrava-se enfraquecido por uma divisão interna gerada pelos desentendimentos acerca de quem seria o candidato presidencial nas eleições de 1946: Gabriel Turbay ou Jorge Eliécer Gaitán. Enfraquecido, o PL é derrotado nas urnas pelo Partido Conservador, que elegeu Mariano Ospina Pérez.

Em 1947, a divisão do PL é superada com a nomeação de Gaitán como chefe único do Diretório Nacional Liberal. Devido à sua popularidade junto às massas, Gaitán passou a ser uma ameaça à continuidade dos conservadores no poder. A partir de então, intensificou-se a perseguição por parte dos conservadores contra os adeptos do PL, especialmente nas regiões agrárias, o que levou Gaitán, como resposta, a organizar em fevereiro de 1948 a Marcha do Silencio em protesto aos ataques. Dias depois, em 9 de abril de 1948, Gaitán foi assassinado no centro de Bogotá, o que deu início ao processo de insurreição popular que ficou conhecido como Bogotazo e ao nefasto período da história colombiana que muitos autores convencionaram chamar de Violência.


Continue lendo no link:

http://www.comunistas.spruz.com/pt/A-Historia-das-FARC/blog.htm