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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A ultima mentira do Cabo Anselmo


A última mentira do Cabo Anselmo
Por Urariano Mota

Cabo anselmo no Roda VivaCorpo de Soledad Barrett Viedma

José Anselmo dos Santos, ou Daniel, ou Jadiel, ou Jônatas…  ou mais simplesmente Cabo Anselmo, se apresentou no Roda Viva na última segunda-feira. Como já se esperava, ele esteve muito à vontade, porque os entrevistadores não pesquisaram a história dos seus crimes, e se fizeram esse indispensável dever, não quiseram levá-lo às cordas, para confrontar as suas esquivas com os depoimentos de testemunhas de 1973, ano das execuções de 6 militantes socialistas no Recife.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A guerrilheira Soledad Barrett Viedma


A guerrilheira
Soledad Barrett Viedma


SOLEDAD, A MULHER DO CABO ANSELMO
Por Urariano Motta

Recife (PE) - Quem lê “Soledad no Recife” pergunta sempre qual a natureza da minha relação com Soledad Barrett Viedma, a bela guerreira que foi mulher do Cabo Anselmo. Eu sempre respondo que não fomos amantes, que não fomos namorados. Mas que a amo, de um modo apaixonado e definitivo, enquanto vida eu tiver. Então os leitores voltam, até mesmo a editora do livro, da Boitempo: “mas você não a conheceu?”. E lhes digo, sim, eu a conheci, depois da sua morte. E explico, ou tento explicar.
Quem foi, quem é Soledad Barrett Viedma? Qual a sua força e drama, que a maioria dos brasileiros desconhece? De modo claro e curto, ela foi a mulher do Cabo Anselmo, que ele entregou a Fleury em 1973. Sem remorso e sem dor, o Cabo Anselmo a entregou grávida para a execução. Com mais cinco militantes contra a ditadura, no que se convencionou chamar “O massacre da granja São Bento”. Essa execução coletiva é o ponto. No entanto, por mais eloquente, essa coisa vil não diz tudo. E tudo é, ou quase tudo.


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terça-feira, 12 de abril de 2011

A JUVENTUDE ARMADA CHEGA AO PODER

A JUVENTUDE ARMADA CHEGA AO PODER

Nas décadas de 60 e 70, centenas de jovens em todo o país queriam mudar o mundo. Optaram por uma estratégia radical. Confrontados com uma ditadura que lhes tirara qualquer forma de contestação optaram pela luta armada. Sonhadores? talvez. Com poucas armas e munição. Tendo que se esconder mais do que atacar. Estes jovens acreditavam que poderiam tirar do poder o exército mais poderoso da América do Sul. Queriam que este país tão desigual muda-se, e se tornasse um país comandado por trabalhadores e camponeses. Queriam um país comandado por aqueles que realmente constroem a riqueza da nação. Foram dizimados. Restaram àqueles que sobreviveram as sequelas e lembranças dos tempos de tortura e perseguição. Da morte de companheiros e familiares. Do sofrimento abafado de todos os brasileiros pobres, que na época nem mesmo entendiam quem eram e porque lutavam aqueles jovens.

Dentre estes jovens estava uma menina de 15 anos. Descendente de búlgaros que militava numa organização armada chamada POLOP - Política Operária. A organização não aceitava a resistência pacífica do tradicional partido comunista e acreditava que as armas eram o único caminho possível para chegar ao poder. Ela foi presa aos 19 anos, foi torturada. O que pensava esta menina? Poderia ela esperar que chegaria ao poder, quando nos porões escuros: entre os choques elétricos, afogamentos e espancamentos a única esperança era própria sobrevivência?

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http://www.comunistas.spruz.com/pt/A-juventude-armada-chega-ao-poder/blog.htm

PODERIA TER SIDO SUA FILHA, SUA IRMÃ, SUA NAMORADA...

PODERIA TER SIDO SUA FILHA, SUA IRMÃ, SUA NAMORADA...

Nilda Carvalho Cunha foi presa na madrugada de 19 para 20 de agosto de 1971, no cerco montado ao apartamento onde morreu Iara Iavelberg. Foi levada para o Quartel do Barbalho e, depois, para a Base Aérea de Salvador. Sua prisão é confirmada no relatório da Operação Pajuçara, desencadeada para capturar ou eliminar o guerrilheiro Carlos Lamarca e seu grupo.

Nilda foi liberada no início de novembro do mesmo ano, profundamente debilitada em consequência das torturas sofridas. Morreu em 14 de novembro, com sintomas de cegueira e asfixia. Ela tinha acabado de completar 17 anos quando foi presa. Fazia o curso secundário e trabalhava como bancária na época em que passou a militar no MR-8 e a viver com Jaileno Sampaio.

[...] um pouco do que Nilda contou de sua prisão:

– Você já ouviu falar de Fleury? Nilda empalideceu, perdia o controle diante daquele homem corpuloso. – Olha, minha filha, você vai cantar na minha mão, porque passarinhos mais velhos já cantaram. Não é você que vai ficar calada [...]. Dos que foram presos no apartamento do edifício Santa Terezinha, apenas Nilda Cunha e Jaileno Sampaio ficaram no Quartel do Barbalho. Ela, aos 17 anos, ele, com 18. – Mas eu não sei quem é o senhor... – Eu matei Marighella. Ela entendeu e foi perdendo o controle. Ele completava: – Vou acabar com essa sua beleza – e alisava o rosto dela. Ali estava começando o suplício de Nilda. Eram ameaças seguidas, principalmente as do major Nilton de Albuquerque Cerqueira. Ela ouvia gritos dos torturados, do próprio Jaileno, seu companheiro, e se aterrorizava com aquela ameaça de violência num lugar deserto. Naquele mesmo dia vendaram-lhe os olhos e ela se viu numa sala diferente quando pôde abri-los. Bem junto dela estava um cadáver de mulher: era Iara, com uma mancha roxa no peito, e a obrigaram a tocar naquele corpo frio. No início de novembro, decidem libertá-la. [...] Na saída, descendo as escadas, ela grita: – Minha mãe, me segure que estou ficando cega. Foi levada num táxi, chorando, sentindo-se sufocada, não conseguia respirar. Daí para a frente foi perdendo o equilíbrio: depressões constantes, cegueiras repentinas, às vezes um riso desesperado, o olhar perdido. Não dormia, tinha medo de morrer dormindo, chorava e desmaiava. – Eles me acabaram, repetia sempre [...].


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http://www.comunistas.spruz.com/pt/Poderia-ter-sido-sua-filha-sua-irm-sua-namorada/blog.htm


A Globo mostra sua verdadeira cara

A Globo mostra sua verdadeira cara

Em primeiro lugar gostaria de dizer que não li a Época e nem estou com vontade de ler. Só acho que o Jornal Folha de São Paulo deveria processar a Globo por plágio. Pois a Folha com o mesmo intuito de destruir a imagem de Dilma havia publicado a ficha falsa da guerrilheira na capa de seu jornal. O que gerou protestos do Movimento dos Sem Mídia em frente à redação.

Em minha opinião, o diretor de todo o jornalismo da rede globo: Ali Kamel. Parece viver num mundo só dele, pois suas manipulações jornalísticas não chegam até a realidade social brasileira. Sua linha editorial vai do preconceito social extremado a infantilidade e, porque não dizer, burrice. Se a capa do jornal Folha de São Paulo não tirou um único voto de Dilma. O que a capa da revista Época fará? E isso na mesma semana em que teve de publicar uma carta pública dizendo que a Globo é imparcial e apartidária após ter se dado conta de que todos perceberam o modo diferenciado com que foram tratados os três principais candidatos à presidência nas entrevistas ao Jornal Nacional: atacando Dilma, usando Marina para atacar o PT e tratando com doçura o candidato José Serra. Serra, aliás, que também participou de um grupo da Esquerda armada.

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Qual o objetivo da tortura?

Qual o objetivo da tortura?

Enviado por Douglas Prima (http://www.comunistas.spruz.com/profile/Prima/)

O texto que se segue é um comentário sobre um blog da página http://www.comunistas.spruz.com/ que fala sobre a tortura aplicada especificamente a uma pessoa durante o período da ditadura militar no Brasil. Para que fique mais claro o que será falado aqui, sugiro que leiam o post antes. O tema é "Poderia ser sua filha, irmã, sua namorada...

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http://www.comunistas.spruz.com/pt/Poderia-ter-sido-sua-filha-sua-irm-sua-namorada/blog.htm

Assustador! Parece até aquelas histórias de filmes americanos. Gostaria que fosse apenas um filme e que desejaria muito que não fosse verdade. Mas, infelizmente é. Assim, desejo que se torne realidade o seu intento: justiça. Entretanto, mesmo que se faça justiça, uma coisa jamais será modificada: a barbaridade e crueldade ocorrida com Nilda. (e com muitos outros). Como um ser humano chega a esse ponto? Como pode torturar outro ser como ele e não sentir ao menos remorso? Pessoas assim, devem se sentir muito mal consigo mesmas, do contrário, não têm o direito de serem chamadas pessoas. São animais, bichos ou coisa pior. Fizeram o mal. Certo. Em troca de quê? Creio que nem mesmo você, Eduardo, que conhece tão bem bem a história da ditadura e suas barbaridades, conseguiria me explicar por que a crueldade humana deveria ter ido a um extremo tão palavroso, redundante e vazio. Qual a causa disso e o que esses monstros ganharam? Entendo que, hoje, existam pessoas que lutem pela justiça e que esperem um acerto de contas com os culpados. É elogiável. Mas, tente me entender: em uma guerra, é necessário matar, para que não sejas assassinado. De certa forma, justifica o crime. É matar ou morrer. Agora, no caso acima citado... meus olhos chegam a encher de lágrimas só de pensar na imensa covardia aplicada por esses crápulas, bastardos e covardes, que se aproveitavam de uma causa política para praticar suas devassidões grosseiras contra outros. Não acredito, Eduardo, por mais que te pareça errado ou grotesco, que apenas uma causa política, levaria a tremendo absurdo. Soma-se ao fato a libertinagem que a circunstância levou e a pura crueldade daqueles a quem se concedia poder. Eu acredito, sem demagogia, que mesmo uma ditadura, como a que tivemos, poderia ter sido mais suportável se as pessoas envolvidas (digo nos mais baixos escalões também) tivessem sido outras. O problema, sem isentá-la, obviamente, não foi apenas a ditadura em si, mas, o fato de a ditadura ter sido aplicada (incluo os mais baixos escalões também) por sociopatas tiranos e doentes, que, deliberadamente, sentiam prazer em realizar atrocidades contra terceiros. Seria culpa dos métodos americanos de treinamento sob tortura? As técnicas de tortura utilizadas no Brasil, ao contrário da idéia de que seriam improvisos dos que aplicam a tortura, têm na verdade, estreita ligação com técnicas desenvolvidas através de experimentos como os do Projeto MKULTRA. Técnicas trazidas para o Brasil e América Latina, através de treinamento e treinadores americanos, estão contidas nos Manuais KUBARK utilizados para treinamento de militares e agentes de segurança brasileiros na Escola das Américas além de em outros programas de intercambio. Vários militares e agentes de segurança do Brasil receberam treinamento na Escola das Américas cujo nome foi modificado para Instituto do Hemisfério Ocidental para a Cooperação em Segurança. Vários membros da força policial brasileira foram treinados por especialistas em tortura que vieram para o Brasil com o objetivo de difundir os métodos e meios de interrogatório compilados pela CIA. Foi o caso do conhecido Dan Mitrione. A recente liberação pelo governo americano de uma lista parcial de nomes de participantes nos treinamentos da Escola revelou também o fato de que militares brasileiros treinaram e participaram de tortura inclusive no Chile. Ou seria apenas natural, já que, por séculos, podemos observar históricos de tortura? Ao invés de desumano, torturar é que pode ser humano. Desumano é se sentir enojado pelo bem estar causado pela dor alheia. Poder ser, levando em conta o que Pietro Verri, Iluminista sensível, descreve em seu livro, Observações sobre a Tortura, escrito entre 1770 e 1777, a respeito de um processo criminal realizado em Milão no ano de 1630. O “processo dos untores”. Em suma, o processo era sobre uma investigação que visava descobrir os culpados por uma barbaridade: espalhar a peste pelas ruas milanesas untando uma espécie de óleo nas paredes, contaminando, assim, quase toda a população. Eles só esqueceram que, se tal proeza fosse realmente possível, os disseminadores da peste deveriam ser os primeiros a se contaminarem. Ignorando esse fato, depois de muita luta, os governantes conseguem convencer a população a entregar quem aparentasse ser um disseminador da peste, oferecendo uma recompensa para o felizardo. Não demorou muito para que um certo Guglielmo Piazza, um inocente comissário do serviço sanitário, fosse acusado. Segue a narrativa:


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http://www.comunistas.spruz.com/pt/Qual-o-objetivo-da-tortura/blog.htm