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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Folha de Sao Paulo reabilita o ideologo da extrema-direita


Folha de São Paulo reabilita o ideólogo da extrema-direita
 
 
"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma"
- Joseph Pulitzer
 
Folha reabilita o ideólogo da ditabranda
por Caio Navarro de Toledo
 
Os editores da Folha de S. Paulo sempre se regozijam com os resultados de pesquisas que asseguram que, do ponto de vista de sua formação escolar, os leitores do jornal seriam “altamente qualificados” (74% teriam cursado o ensino superior e 24% o ensino médio).
 
É possível afirmar  também que, desde o final da ditadura militar, o jornal passou a abrir suas páginas para uma colaboração regular de acadêmicos e intelectuais críticos (a “campanha das diretas já” talvez tenha se constituído em momento privilegiado do congraçamento com esses setores). Creio que os vínculos com a academia se acentuaram quando os editores e colunistas do jornal (com cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado) passam a ser recrutados nas várias unidades de ensino e pesquisa das universidades públicas paulistas, em particular da USP.
 
Por meio de seus editores, alguns intelectuais e acadêmicos – vários deles de esquerda e alguns, inclusive, de convicções marxistas – são convidados a escrever colunas semanais enquanto outros têm artigos, entrevistas e depoimentos publicados nas diferentes seções do jornal  (economia, política nacional e internacional, cultura, educação etc.); igualmente, escrevem cartas, têm seus livros resenhados, pedem que abaixo-assinados com fins acadêmicos e políticos sejam divulgados etc.(*)
 
Na inexistência de jornais ou revistas definidamente de esquerda e ampla circulação nacional – que poderiam servir de canal alternativo à grande mídia –, uma parte dos acadêmicos críticos e intelectuais socialistas acredita que é imprescindível travar o combate ideológico dentro dos meios de comunicação da burguesia. Embora possam ser críticos da linha editorial da Folha, muitos intelectuais e acadêmicos de esquerda não deixam de assinar o jornal e alguns destes colaboradores sentem-se prestigiados quando vêem seus textos ali reproduzidos. Assim, publicar na Folha ou ter seu livro ali discutido passa a ser uma prova de reconhecimento intelectual mais apreciada do que, inclusive, ver um texto ou uma resenha de livro divulgada em algumas revistas acadêmicas dirigidas por seus próprios pares.
 
Mas nem todos pensam assim. Sob uma outra perspectiva, existem aqueles, dentro das esquerdas, que são críticos da colaboração com a grande imprensa, particularmente com a Folha de S. Paulo posto que isso implicaria legitimar os aparelhos de hegemonia das classes dominantes. Em seu blog, a jornalista Eliane Tavares foi categórica:
 
“No que diz respeito aos jornalões nacionais como GloboFolha de S. Paulo e Estadão, nunca houve dúvidas sobre o que eles defendem. Por isso sempre me causou espécie ver a intelectualidade brasileira de esquerda render-se ao feitiço da Folha, que insistiam em dizer que era o `mais democrático´ ou que `pelo menos abria um espaço para a diferença´” .
 
Embora o duradouro namoro entre a Folha e os acadêmicos de esquerda tenha sofrido um relativo abalo com o episódio do malfadado editorial “Limites a Chavez” (25/2/2009) – que denominou de “ditabranda” o período do regime militar pós-1964 –, alguns acadêmicos e intelectuais socialistas, talvez hoje em menor quantidade, continuam colaborando regularmente com o jornal. Importante lembrar também que o “episódio da ditabranda” provocou intensos protestos pela internet e uma expressiva manifestação de leitores, militantes sociais e blogueiros diante da sede da Folha; versões informam que centenas de assinaturas do jornal foram canceladas a fim de expressar o repúdio pela falsificação histórica e ofensa à memória de brasileiros e brasileiras mortos pela ditadura militar. (Um relato circunstanciado e analítico do episódio pode ser consultado AQUI)

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Já que é Dia dos Mortos eu fiz uma homenagem para o José Serra


Já que é Dia dos Mortos eu fiz uma homenagem para o José Serra: o defunto político

Uma seleção de vídeos mostrando os melhores momentos do mentecapto

#SERRA_PAQUERADOR
Dica do Serra: Se alguém perguntar sobre uma tragédia que matou dezenas de pessoas, dê uma cantada na apresentadora.

#SERRA_COMEDOR
Coitados do Damião e da Dona Maria


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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Extrema direita universitária se alia a skinheads


Extrema direita universitária se alia a skinheads
Por Nara Alves e Ricardo Galhardo

Jovens estudantes neo-conservadores fogem ao estereotipo de arruaceiros mas defendem ação violenta das gangues

Eles não são fortões, não lutam artes marciais, não usam tatuagens com suásticas e preferem os livros e computadores às facas e socos ingleses. Em vez de estações de metrô e shows de punk rock, seu habitat natural são as quitinetes apertadas do Crusp ou os vastos gramados da USP (Universidade de São Paulo). Eles são os neoconservadores, jovens universitários que defendem valores como o direito à propriedade e a fidelidade matrimonial.
À primeira vista, parecem mais universitários comuns, magricelas, com suas calças largas, camisetas amarrotadas e a barba por fazer. Mas apesar de estarem longe do estereotipo do jovem arruaceiro, cerraram fileiras ao lado de skinheads musculosos nas marchas em defesa do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e na anti-Marcha da Maconha.

Tumulto entre a polícia, Skinheads e militantes de Esquerda no ato pró Bolsonaro

“Estamos aqui para batalhar tanto intelectualmente quanto fisicamente”, apregoa Celso Zanaro, 22 anos, estudante de Geografia da USP. “O que precisamos é de homens dispostos a morrer por seus valores”, completou.
Zanaro é um dos quatro integrantes do núcleo duro da União Conservadora Cristã (UCC), organização criada em julho do ano passado nos corredores da USP com os objetivos declarados de defender valores como o casamento, a fidelidade conjugal, direito à propriedade e combater o predomínio do pensamento marxista no meio acadêmico e político.
Pouco mais de um ano depois da criação, a UCC conta com 16 membros, 14 da USP e dois da Unicamp. Parece pouco mas nas eleições para o diretório central da USP, os neoconservadores ficaram em 5º lugar entre as dez chapas concorrentes.
“Na época da campanha fomos procurados pela juventude do PSDB mas não dá para fazer aliança aqui dentro”, disse Zanaro.


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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Os Guias Incorretos: requentando o velho conservadorismo


Os Guias Incorretos: requentando o velho conservadorismo
Por Hemerson Ferreira
Leandro Narloch
Leandro Narloch, apenas mais um jornalista metido a historiador, que na prática não é uma coisa nem outra

Depois de Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, um sucesso de vendas lançado pelo então desconhecido Leandro Narloch, chegou a vez de Guia Politicamente Incorreto da América Latina, do mesmo autor, agora unido ao jornalista Duda Teixeira. Provavelmente também venderá como batata em fim de feira, sobretudo depois de ser propagandeado nos programas do Jô, Faustão e Ana Maria Braga.
"Politicamente incorreto" virou termo da moda, arranjado para substituir tudo quanto é tipo de besteirol, preconceito e ignorância. Ninguém é "politicamente incorreto" ao dizer, por exemplo, que "mulher gosta de apanhar", "judeu ou palestino tem que morrer", "negro é tudo macaco" ou que "veado (ou bicha) merece uma bela surra". Sem eufemismos, o nome correto para isso é machismo, anti-semitismo, racismo e homofobia, respectivamente. É o que existe de mais velho em nossa sociedade, apresentado com "sarcasmo inteligente" e como sendo novidade.
Os dois livros de Narloch e Teixeira tiveram por objetivo atacar personagens históricos que, segundo seus autores, seriam figuras "caricatas" e "desprezíveis" só que "sacralizadas" por "historiadores e professores marxistas" ao longo dos anos. "Mitos" maldosa e trapaceiramente inventados por "comunistas", com finalidade de "doutrinar" com suas idéias nefastas estudantes inocentes e indefesos.


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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Veja como a mídia brasileira assumiu o discurso da extrema-direita

Veja como a mídia brasileira assumiu o discurso da extrema-direita

Eles têm que ter o direito de se expressarem, não é mesmo?!

Acabo de assistir na Globo News comentários sobre o atentado da Noruega, uma repórter disse que “os partidos de extrema-direita se aproveitam da liberdade de imprensa européia para pregar seu discurso de ódio”. Ora, mas quanta hipocrisia! e por acaso é apenas na Europa que os meios de comunicação dão espaço para a Direita raivosa? Coloco os vídeos abaixo para mostrar como a mídia nacional deu repercussão às idéias absurdas da extrema-direita brasileira. Tapem o nariz ao ver.

Cineasta fracassado defende os militares torturadores e afirma que o plano nacional de direitos humanos é soviético. O PNHD3 é polêmico, mas soviético?! O pior desse absurdo é que existem pessoas idiotas o suficiente para acreditar.


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domingo, 24 de julho de 2011

Terrorista de Oslo era de extrema-direita, branco, loiro, limpinho e cheirosinho

Terrorista de Oslo era de extrema-direita, branco, loiro, limpinho e cheirosinho

terrorista Anders Breivik Behring - atentado de Oslo

Veja neste link: Detido militou no partido de direita durante 7 anos

Acabei de assistir uma reportagem sobre o ataque terrorista de Oslo na Noruega. Ao contrário do que a mídia conservadora suspeitava ou, até mesmo, desejava o atentado não foi provocado por um terrorista islâmico fundamentalista. Mas o objetivo desse post não é defender o Islã e sim alertar para um fenômeno que vem crescendo no Brasil e pode ser visto mais claramente na internet: o crescimento de uma direita raivosa que usa técnicas importadas da direita americana do Tea Party. A técnica consiste em criar uma sensação de corrupção generalizada e descrença na democracia. A Direita não consegue mais defender a ideologia da modernização neoliberal porque esse modelo está falido no mundo todo, então, usa a difamação de pessoas para ganhar adeptos políticos. Vimos isso muito claramente no festival de boatos saídos do obscuro da internet que fizeram com que o patético Serra conseguisse a façanha de chegar ao segundo turno numa eleição praticamente decidida.

O objetivo da criação deste blog, aproveito para dizer, foi justamente para que os jovens conheçam um pouco mais sobre a História da Resistência Armada contra a ditadura militar. Para que não sejam influenciados por defensores de Curiós e Ustras. Torturadores que hoje continuam usando as táticas da mentira e da difamação para evitar a punição por seus crimes.

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http://www.comunistas.spruz.com/pt/Terrorista-de-Oslo-era-de-extrema-direita-branco-loiro-limpinho-e-cheirosinho/blog.htm

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A hipocrisia de Bolsonaro e a crítica seletiva da extrema-direita

A hipocrisia de Bolsonaro

e a crítica seletiva da extrema-direita

Bolsonaro ataca Gabeira

Bolsonaro ataca Sirkis

Bolsonaro ataca Aloísio Nunes

Não, as frases acima não foram ditas por Jair Bolsonaro. Não são mais algumas de suas bravatas. Eu coloquei estas frases para mostrar o que o deputado federal mais reacionário do congresso nunca diz e nunca irá dizer. Sabem por quê? É porque Bolsorano não faz crítica histórica e sim oportunismo político. Pois ele critica apenas quem é do PT. A sua crítica ferrenha ao “terrorismo de esquerda” nada mais é do que um antipetismo puro e simples. Ele tem todo direito de criticar a luta armada, a Esquerda, o comunismo e o que for. Mas não venha usar a História do Brasil para fazer politicagem.

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http://www.comunistas.spruz.com/pt/A-hipocrisia-de-Bolsonaro-e-a-cr...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Quantos Bolsonaros o Brasil está formando?

Quantos Bolsonaros o Brasil está formando?

Quando publiquei o post Para o Exército, PT seria incubadora de terroristas, algumas pessoas me disseram que estas opiniões são de uma pequena parte do Exército e não de toda a instituição. É lógico que uma organização com milhares de combatentes não tem como impor um pensamento único, disso eu sei. No entanto, a polêmica envolvendo Jair Bolsonaro me fez refletir sobre até que ponto as opiniões preconceituosas e autoritárias do deputado tem penetração dentro da mente de nossos jovens militares.

Lembrei-me de um artigo do historiador e ex-militante do MR-8 Daniel Aarão Reis Filho. Neste artigo ele afirma que o que mais chamou atenção dos observadores internacionais das eleições de 1989, primeira depois do fim da ditadura, foi que durante todos os debates todos os candidatos, tanto de Direita quanto de Esquerda, não tocavam na palavra “Exército”. Era como uma coisa invisível que todos sabiam que existia mas que ninguém tinha coragem de se pronunciar sobre o assunto.

Parece-me que até hoje, depois de tantos anos, é assim. Pois as perguntas que poderíamos fazer são muitas: A Escola Superior de Guerra ainda utiliza apostilas importadas da CIA? O que os generais pensam sobre a democracia brasileira? O que eles definem como democracia? O que eles acham da Esquerda atual? De uma ex-guerrilheira no poder? Eles ainda acham que têm o direito de derrubar um presidente eleito quando o povo “escolher errado”? São questões que deveriam ser respondidas para o bem de nossa democracia.


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http://www.comunistas.spruz.com/pt/Quantos-Bolsonaros-o-Brasil-est-formando/blog.htm

A Extrema-direita ataca novamente

A Extrema-direita ataca novamente

Publico este post em solidariedade ao colega blogueiro Eduardo Guimarães do Blog da Cidadania. Ele é advogado, faz parte da ONG Movimento dos Sem Mídia e é um dos mais fervorosos defensores da Comissão da Verdade que pretende investigar e julgar os crimes cometidos pelos militares durante a ditadura. Ele recebeu ameaças de um internauta que se diz membro do site de extrema-direita Ternuma – Terrorismo Nunca Mais conhecido por atacar a Esquerda e reverenciar torturadores. São eles que espalhavam aquelas toneladas de mentiras e acusações falsas contra Dilma por email e pelas caixas de correio na campanha sórdida de José Serra. Na verdade, esses filhotes da ditadura estão com medo porque Dilma enviou ao congresso a lei para criar a Comissão da Verdade.

Mas o problema é muito maior: o Exército divulgou um documento no jornal o Globo (Sempre a Globo!) contra a Comissão afirmando que o Brasil "superou muito bem essa etapa de sua história”. O mais revoltante é saber que nós gastamos nosso dinheiro (de contribuinte) para sustentar militares que só trouxeram desgraça para nosso país. Deram um golpe para defender os interesses do país dos outros. E hoje ensinam a nossos jovens que torturar não é nada demais e que aqueles que torturaram crianças, adolescentes e idosos; estupraram mulheres; mataram e esconderam os corpos; são heróis que salvaram a Pátria.


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PADRES REACIONÁRIOS NÃO MERECEM MEU RESPEITO!

PADRES REACIONÁRIOS NÃO MERECEM MEU RESPEITO!

É com extraordinário vigor que o clero combate os socialistas e tenta, por todos os meios, minimizá-los aos olhos dos trabalhadores. Os crentes que vão à igreja, nos domingos e dias festivos, sãocompelidos, cada vez com mais freqüência, a ouvirem um violento discurso político, uma verdadeira denúncia do Socialismo, em vez de ouvirem um sermão e nele obterem uma consolação religiosa.

(Rosa Luxemburgo, Revolucionária Alemâ, 1905)

O padre José Augusto usou no último dia 05, o canal de programação católica TV Canção Nova para pedir – ao vivo – que o eleitor cristão fundamentalista não vote em Dilma Rousseff (PT-RS) para presidente da República no segundo turno das eleições no próximo dia 31. Isso porque, segundo ele, o PT apoia a legalização do aborto e o “casamento” homossexual.

Este texto não é um texto anti-religioso, sou católico desde meu batizado, fiz primeira comunhão e Crisma. No entanto, quero demonstrar aqui o meu repúdio a esta campanha sórdida que alguns padres católicos estão fazendo contra a candidata do PT Dilma Roussef. O que sempre admirei na igreja católica foi o total livre-arbítrio que a igreja sempre deu a seus fiéis. Até pouco tempo, nunca havia visto padres fazendo campanha e mandando votar neste ou naquele candidato. Isso é uma coisa que sempre critiquei em inúmeras igrejas evangélicas nas quais esta prática é bastante comum. Sempre admirei o fato da Igreja Católica não se transformar emcurral eleitoral de nenhum candidato e também ter poucos padres que almejem se tornarem políticos. Esperava que a Igreja tivesse aprendido com seu passado. Em 1964 a Igreja Católica ajudou a fazer campanha contra o presidente João Goulart que culminou no golpe e na ditadura militar; muitas pessoas inclusive padres foram torturados; a igreja se arrependeu e começou a lutar pela redemocratização. Vamos errar de novo? A Igreja voltará a disseminar o ódio? Já há o caso de uma menina em São Paulo que foi espancada pelos colegas de turma porque disse que gostava de Dilma. O que o padre José Augusto acha disso? Onde estava o padre quando Fernando Henrique Cardoso se declarou ateu? O que o padre acha sobre José Serra ter dito que "o homem pode ter amantes desde que seja discreto"?


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O inesquecível FHC e a derrota política e moral do PSDB

O inesquecível FHC e a derrota política e moral do PSDB

Algumas pessoas se perguntam como Dilma que nunca disputou uma poderá ganhar no primeiro turno em 3 de outubro. Alguns dizem que é devido ao grande desempenho econômico e a enorme popularidade de Lula. Não descarto essas hipóteses, no entanto, acredito que não seja somente por isso. Lula foi reeleito quando sua popularidade era metade do que é agora e seu governo estava sendo acusado de envolvimento no mensalão no qual a mídia fazia questão de lembrar a todo o momento.

Em minha opinião, há um grande número de pessoas que pensam que o governo FHC com todas as suas privatizações desenfreadas, seu servilismo ao governo americano e a perseguição aos movimentos sociais e sindicatos fizeram o PSDB deixar de ser alternativa de governo.

FHC privatizou a maior mineradora do mundo Vale do Rio Doce. Depois tentou mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax para tentar privatizá-la e perseguiu petroleiros grevistas que lutavam contra essa entrega do patrimônio público. FHC não dava a mínima importância para opinião daqueles manifestantes que lutavam contra a polícia em frente aos prédios de onde aconteciam as famosas batidas de martelo com rostos sorridentes. FHC parecia acreditar que era um grande estadista só porque a mídia dizia que ele era. FHC gosta de holofotes de entrevistas elogiosas. FHC achou que o PSDB nunca sairia do poder e governou como se o povo brasileiro não existisse e que não precisaria dele nas próximas eleições. Achou que somente a mídia faria com que o partido da elite continuasse no poder do mesmo modo que José Serra acreditou nessa eleição e agora com certeza já se da conta de que o povo brasileiro ou não acredita na mídia ou não dá tanta importância a ela na hora de definir seu voto.


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