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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Mario Kosel Filho: o jovem soldado que se tornou martir da extrema-direita brasileira


Mário Kosel Filho: o jovem soldado que se tornou mártir da extrema-direita brasileira

     Antes                                                                                     Depois

Ontem (13/11/2011) um homem reacionário conversou comigo no twitter. Ele me falou sobre Mário Korel Filho, jovem soldado que foi morto num atentado da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) ao QG do II Exército, em São Paulo, em 26/06/1968. Já conhecia essa história. Li sobre isso no livro de Alfredo Sirkis, Os Carbonários, leiam o trecho abaixo:
“Pouco tempo mais tarde, foi a bomba no QG do IIº Exército. Dias antes, falando na TV sobre o roubo de uma dezena de FAL no Hospital Militar, o comandante do mesmo, general Carvalho Lisboa, desafiara os autores a fazer a mesma coisa no quartel dele.
Só que exageraram.
Uma perua carregada com uns vinte quilos de dinamite foi atirada contra o quartel-general, visando entrar portão adentro e mandar pelos ares os alojamentos de oficiais e comando. Os sentinelas perceberam e abriram fogo, ferindo o motorista que pulou antes do tempo. A perua se desviou e bateu no muro. Ficou parada e depois estourou, num estrondo que sacudiu meia São Paulo.
Matou um cabo que virou herói nacional.”
Sirkis, Alfredo. Os Carbonários: memórias da guerrilha perdida. 1981. p. 93.

Nessa época Sirkis ainda não havia entrado na VPR. Ele narra no livro que esse tipo de atentado já era criticado pelo movimento estudantil.
O twitteiro chama-se Adilson Domingos (@adilsondomingos) e, em seu blog, ele diz ser Bombeiro Militar (sic). Ele me deu esse link:
O texto do link ele copiou do A Verdade Sufocada site de ex-militares torturadores que protestam contra a Comissão da Verdade recém criada pelo governo. Como eu não tenho paciência e nem tempo livre o suficiente para ficar replicando argumentos tão intelectualmente ricos como esse que ele me fez:
@eduardolm17 Então meu caro "Historiador" se a verdade é muito para você descupe-me, mas p/ mim terrorista bom é terrorista morto #Dilma_cia
Eu prefiro analisar o texto que ele me enviou para dar minha opinião sobre o episódio, separarei alguns trechos do texto:

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Pedro Lobo: militar, guerrilheiro, militar


Pedro Lobo 
militar, guerrilheiro, militar

Conheça a trajetória do companheiro de organização de Dilma Rousseff que ousou enfrentar à bala os militares durante os Anos de Chumbo. A história completa você encontra no livro Pedro e os Lobos

VIDA LOUCA ESTA DE PEDRO LOBO
Pedro Lobo de Oliveira nasce em 28 de julho de 1931 no bairro de Favorita, município de Natividade da Serra. Para fugir da miséria que assola a região, no início dos anos 50 ele abandona seu torrão natal em busca de um eldorado chamado Mato Grosso. No caminho, quase se torna escravo branco em uma plantação de bananas, trabalha como servente de pedreiro, metalúrgico, e acaba engajado na Força Pública, hoje Polícia Militar.
Contagiado pela luta ideológica que divide o mundo durante a Guerra Fria, o então sargento Lobo se converte ao socialismo e passa a militar no Partidão de Luís Carlos Prestes. Considerando-se um operário fardado — cuja ferramenta de trabalho é um fuzil —, ele adere à tese da luta armada e vai às últimas consequências quando ajuda a fundar uma das mais ativas organizações guerrilheiras que atuam no país durante os Anos de Chumbo.
Companheiro do lendário Capitão Carlos Lamarca e seguidor ardoroso das teorias foquistas de Ernesto Che Guevara, Pedro se converte em Getúlio ou Gegê, para mergulhar de cabeça na luta contra a ditadura implantada a ferro e fogo em março de 1964.
Odiado pelos militares por sua obstinação e bravura, o militante da Vanguarda Popular Revolucionária é preso e massacrado nos cárceres da repressão política. Solto durante as negociações pela libertação de um embaixador sequestrado, ele passará pela Argélia, Cuba, Chile e Argentina, antes de se fixar na Alemanha Oriental, do outro lado do que o Ocidente convencionou chamar de A Cortina de Ferro.
Sobrevivente de uma guerra sem regras, Pedro volta ao Brasil com a anistia e é reintegrado à Polícia Militar como se sua vida encerrasse um caprichoso ciclo. Hoje capitão, ele se mantém a postos para retomar a luta de resistência caso a  democracia seja novamente ameaçada.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Lamarca: o guerrilheiro apaixonado


Lamarca:
o guerrilheiro apaixonado

Carlos Lamarca e Iara Iavelberg

guerrilheiro apaixonado
Por Hugo Studart
 
As cartas escritas pelo capitão Carlos Lamarca à sua amada Iara Lavelberg dias antes das trágicas mortes de ambos, em 1971, revelam o lado passional de revolucionário implacável.
 
Iara Iavelberg tinha o rosto lindo, a cabeça brilhante e o coração revolucionário. Era a musa da esquerda brasileira em 1969, quando um capitão do Exército, Carlos Lamarca, desertou de armas em punho para se tornar comandante da Vanguarda Popular Revolucionária, a VPR. Logo tombaria de encantos por Iara. A paixão do capitão pela guerrilheira virou lenda entre a intelectualidade pátria, nossa melhor versão de Tristão & Isolda ou de Garibaldi & Anita. Há 35 anos ambos, Lamarca & Iara, morreram nas mãos dos militares. Caíram na Bahia, em locais e datas distintas. O que poucos sabem é que Lamarca deixou um diário como legado, redigido durante seu exílio na caatinga baiana. São 39 trechos, redigidos entre 8 de julho e 16 de agosto de 1971 (um por dia), endereçados a Iara e obtidos por ISTOÉ através de um oficial de alta patente. O diário é um documento singular. Os textos se parecem muito mais com uma longa lírica romântica do que com registros racionais de um revolucionário. Guardam impressionante paralelo com as cartas da revolucionária alemã Rosa Luxemburgo a Leo Jogiches, onde ela discute a revolução, mas dedica-se principalmente a falar do amor colossal que sente pelo amante. Nas cartas de Lamarca, como nas de Rosa, há trechos marxistas, mas os pontos fortes desse documento são as declarações de amor que revelam o imaginário do nosso mais conhecido guerrilheiro:
 
– Neguinha, a fôrça da coletivização é espantosa, fico a imaginar uma fazenda coletiva – e me babo só de pensar! (A grafia original foi mantida)


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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Guerrilha no Brasil - Fusca modelo peneira


Guerrilha no Brasil - Fusca modelo peneira

guerrilha no Brasil - Carlos Eugênio Paz

Reproduzo hoje mais uma parte do livro Viagem à luta armada de Carlos Eugênio Paz: último comandante da ALN vivo. Nesse trecho ele relembra um de seus conflitos com a repressão. Através de suas memórias, podemos conhecer um pouco das histórias de luta desses brasileiros, que arriscaram suas vidas para tornar nosso país um lugar mais justo.

COM DIOGO morrem as possibilidades de lançamento imediato da guerrilha rural. Atônitos, recomeçamos a reunião, com a nova realidade a enfrentar, precisamos traçar novas diretrizes e assumir o comando da Organização. Aqui, a experiência de Tato mostra-se de grande valia.

— Temos que imprimir um documento dirigido à nação e espalhá-lo pelas ruas aproveitando a Campanha do Voto Nulo. Um documento interno deve conclamar os militantes a cerrarem fileiras em torno da Coordenação Nacional para que possamos, no mais breve tempo, retomar os planos de levar a luta ao campo. Devemos realizar ações para levantar o moral, mas não há mais sentido em desencadear a Quinzena Fabiano. Cada um de nós deve sair daqui com a firme convicção da necessidade de prosseguir a luta até que libertemos nosso povo da opressão. Se alguém não quiser assumir essas responsabilidades tem a obrigação de falar agora, outros podem realizar suas tarefas, diante do quadro, não seria vergonha um recuo. Vamos contatar as organizações da Frente e declarar nossas intenções de continuar a trabalhar no mesmo espírito de colaboração implantado por Diogo. Estando todos de acordo, nos resta seguir em frente, o trabalho será longo e penoso, e nós, como Coordenação Nacional, devemos dar o exemplo e demonstrar confiança em nossos propósitos. Não é hora de chorar nossos mortos, e sim de honrá-los.

Arregaçamos as mangas e começamos a reconstruir nossos esquemas. Continuo no comando militar de São Paulo, ajudado por Altino, Hélio volta ao Rio, Tato sai em busca de recontatar nossos esquemas na Área Estratégica Mário desaparece logo depois de sair do aparelho, deixando de cobrir os pontos com a Organização, sem dar nenhuma notícia. Não sabemos se caiu ou se fugiu do país, eu e Marcelaabandonamos nosso apartamento e, enquanto procuramos alugar uma casa, dormimos em lugares inusitados, arriscando nossas vidas. Ora pegamos um ônibus até Aparecida do Norte, cidade de romeiros, acostumada a receber todo tipo de gente, o que nos dá certa tranqüilidade, ora dormimos no trem noturno até Bauru, onde descemos e pegamos outro de volta, dormindo mais algumas horas.

Hugo e Seishi nos oferecem solidariedade, mas nossa estrutura na cidade está incólume, o traidor não conseguiu penetrá-la. Resolvo começar a Campanha o mais rapidamente possível, temos que mostrar nossa disposição de luta. Saio às ruas para panfletar com Marcela e Seishi.

Eu ao volante com minhas armas pessoais e a indefectível metralhadora no freio de mão, Seishi no banco do carona, com outra matraca, Marcela atrás, pistola e revólver.

Vila Prudente, favela, passamos pela rua que a ladeia, paramos em cada viela de acesso, distribuímos o material e seguimos em frente. Já estivemos em três bairros sem problemas. Terminados os panfletos, acelero, precisamos sair da área. Algumas centenas de metros mais à frente, um caminhão manobra bloqueando a rua. Diminuo a velocidade e paro o carro controlando os retrovisores. Um táxi VW 1600 vem em nossa direção com os faróis acesos e as duas portas traseiras abertas. Sinal de perigo, dou o alarme.

— Polícia...

Meu faro instantâneo salva vidas, O táxi nos ultrapassa pelo meu lado e freia nos fechando em diagonal. No momento em que nos abaixamos, balas espatifam o pára-brisa e zunem acima de nossas cabeças. O cheiro acre me desperta para o combate. Abro minha porta para servir de escudo, disparo pela janela o primeiro pente de pistola, recarrego, recomeço os disparos e grito:

— Sai com a matraca, Seishi, dou cobertura...


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http://www.comunistas.spruz.com/pt/Guerrilha-no-Brasil---fusca-modelo-peneira/blog.htm

terça-feira, 28 de junho de 2011

O guerrilheiro Aloísio Nunes e a notícia que a mídia esqueceu de dar

O guerrilheiro Aloísio Nunes e a notícia que a mídia esqueceu de dar

capa da Revista Época Aloísio Nunes

O senador Aloísio Nunes do PSDB deu um depoimento corajoso e sincero no final do capítulo de ontem (27/06/2011) da novela Amor e Revolução. Não se importando com a parte mais imbecil do eleitorado tucano, disse que participou de várias ações armadas e que não se arrepende de nada. E por que deveria se arrepender, hein? Folha de São Paulo?!


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sexta-feira, 27 de maio de 2011

SBT censura depoimento de guerrilheiro para proteger Folha de São Paulo

SBT censura depoimento de guerrilheiro para proteger Folha de São Paulo

O blogueiro Raphael Tsavkko do Blog do Tsavkko já havia denunciado o corte que o SBT fez no depoimento do guerrilheiro Carlos Eugênio Paz no final da novela Amor e Revolução. No exato momento em que ele iria dizer os nomes dos empresários brasileiros que financiavam a tortura. Pois infelizmente, ao que tudo indica, os cortes serão padrão na emissora de Silvio Santos. Ontem (26/05/2011) mais um depoimento foi cortado. No momento em que Ivan Seixas ia dizer que o Jornal Folha de São Paulo noticiou a morte de seu pai quando ele ainda estava vivo, pois o jornal da família Frias era um dos principais aliados da repressão e tinha informações privilegiadas dos torturadores/assassinos da ditadura, de novo os editores deram uma tesourada. Provavelmente Sílvio Santos deve ter temido alguma retaliação por parte do Jornal caso resolvesse trazer esta polêmica à tona. Mas o problema dessa estratégia medrosa do "Homem do Baú" é que os depoimentos acabam ficando sem sentido.


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http://www.comunistas.spruz.com/pt/SBT-censura-depoimento-de-guerrilheiro-para-proteger-Folha-de-Sao-Paulo/blog.htm

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cesare Battisti: dúvidas e polêmicas ideológicas

Cesare Battisti:

dúvidas e polêmicas ideológicas




Assassino sanguinário, que atira pelas costas, se aproveitando da ignorância da Esquerda brasileira para ficar impune.









Escritor e ativista político antiglobalização; acusado de crimes que não cometeu e perseguido pelo fascista Berlusconi; veio ao Brasil pedir asilo político para escapar da morte.







Estou acompanhando pelos jornais e pela internet as repercussões sobre o caso Cesare Battisti e, como este blog e rede social são voltados para discussão sobre comunismo e guerrilha, não poderia deixar de comentar este caso que na minha opinião é mais polêmico do que parece. Na bloguesfera progressista de um modo geral estão pedindo a soltura do acusado mas há importantes vozes dissonantes: Mino Carta da revista Carta Capital diz que Battisti é um criminoso comum e que a insistência do PT em mantê-lo no Brasil é um misto de ignorância e prepotência. Paulo Henrique Amorim em artigo recente diz concordar com a opinião de Mino Carta e Emir Sader preferiu fazer uma consulta ao público em seu blog.

O assunto é polêmico porque trata de direitos humanos e dos limites éticos do uso da violência como forma de contestação social. Trata-se de deixar solto um homicida que matou quatro pessoas inocentes viver impunemente no nosso país ou, se ele for inocente, mandar uma pessoa para a prisão perpétua somente por ter posições políticas contrários ao governo fascista italiano.


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http://www.comunistas.spruz.com/pt/Cesare-Battisti-dvidas-e-polmicas-ideolgicas/blog.htm